¡Hola, estudiantes! Nesta segunda edição do TROTAMUNDOS tenho a alegria de falar sobre um país que amo: o México. Já fiz duas longas viagens à terra da Frida Kahlo e planejo um terceiro roteiro inédito, porque o México tem muito a oferecer. São paisagens belíssimas, uma diversidade cultural riquíssima, muita história e comidas diferentes de todas que você já tenha provado em outros lugares do mundo.

Por isso, é um desafio resumi-lo. Hoje decidi contar sobre a minha experiência em relação ao jeito mexicano de conversar. “El jueves”, ou seja, na quinta-feira, vamos seguir com um pouco de história e vou destacar alguns passeios imperdíveis na Ciudad de México (CDMX), que é a capital federal do país.

Mas adianto que as minhas dicas de “trotamundos” no México não se esgotam nessas duas publicações. Em breve teremos outras edições para explorar o interior do país, as praias caribenhas e algumas festas tradicionais, como “el Día de Muertos”.

Para quem ainda não sabe, o Trotamundos é um projeto da Carol Diniz que convida, toda última quinta-feira do mês, um viajante para provar que é possível conhecer os cinco continentes ‘hablando español’. A primeira edição foi sobre a Ilha de Páscoa. Fizemos uma aula ao vivo, pelo Instagram da @caroldiniztradutora. Se você perdeu, não tem problema. O vídeo está no IGTV e também preparamos este conteúdo aqui no blog. E todo dia de Trotamundos entraremos ao vivo, às 19h, pelo Instagram. Fica ligado!

Cidade do México, com destaque para o Palácio de Bellas Artes, à esquerda, e Torre Latinoamericana, à direita. Foto: Carol Melo

Inmersión en el mundo mexicano

México es canción, es pasión, es cultura, arte, história. Es el color de las calles, de la gente. Es el olor de las ricas comidas. México es todo y un poquito más.

Desde o primeiro minuto que pisei no México, me senti em casa. Sabe aquele povo amável, que te acolhe e recebe bem? Assim é o povo mexicano. Penso ser impossível não se encantar. E o mexicano tem um jeito bem particular de ser. Quando estiver andando pelas ruas, ative bem os ouvidos, porque você começará a escutar palavras “bien chistosas”, ou seja, engraçadas – mas no modo mexicano de falar.

Se bate aquele ventinho frio, com certeza você vai ouvir um “pon la chamarra”, que traduzindo, seria algo como “vista a blusa de frio”. Vai sair e precisa guardar a carteira, documentos, celular? O mexicano te aconselhará levar um “morral”, bolsa à tiracolo normalmente feita em tecido. Não tem uma bolsa assim? Vá aos “tianguis” (feiras) que lá se encontra de tudo!

Nos tianguis se vende de comidas à eletroeletrônicos. Em alguns é possível comprar até carros! Foto: Edgar Israel

No Brasil, o mexicano é conhecido por falar “ándale” e não é diferente no México. “Ándale” pode ser uma concordância com o que o outro diz, pode servir para apressar alguém, pode ser para enfatizar algo ou para expressar surpresa, tudo depende da entonação. O mesmo acontece com “órale”. E se o mexicano já é seu amigo, você vai ouvir um “güey”, que é “cara”. Ele pode te chamar para “pistear”, beber “un tequila” e comer algo “callejero”.

“Comida callejera” é uma característica marcante da cultura mexicana. Foto: Carol Melo

Aliás, “comida callejera” é o que não falta no México e a base principal é o milho. E não vá pensando que como acontece em praticamente toda a América Latina, você deve pedir por um “choclo”, porque em terras de Frida Kahlo se come “maíz”. E varia. Quer milho cozido no espeto, com maionese e pimenta? Você deve pedir um “elote”. Acha mais fácil comê-lo já debulhado, no copo? Aí o pedido vira “esquite”.

Comi um esquite na Plaza de la Constitución, mais conhecida como “el Zócalo”. Foto: Edgar Israel

Também é do milho que se faz a famosa tortilla. Mas você sabia que existem 64 tipos diferentes de “maíz” no México? Tem amarelo, azul, verde, roxo, branco, vermelho, preto. E a tortilla é a base para muitos pratos típicos: se servida em formato meia-lua e com recheio, são “tacos”; se recheada e enrolada, são “burritos”; se recheada porém fechada, são “gorditas”; quando são redondas e crocantes são “tostadas”; e se as tostadas são partidas, normalmente temperadas com limão e pimenta, são “nachos”. Por aí vai…

O México possui 64 tipos diferentes de “maíz”
Tortillas feitas com “maíz negro”. Foto: Carol Melo

A pimenta é outra personagem que define bem a cultura mexicana. São cerca de 50 tipos diferentes de “chile”. E se você quer saber se o “chile” é forte, deve perguntar se “sabe picoso” ou se “pica”. Jalapeño, serrano, chile verde e habanero são algumas das pimentas famosas. Como definiu bem a cantora mexicana Lila Downs na música “El son de chile frito”, “sin algo que pique no sabe la vida”.

Já as pimentas são de 50 variedades. ¡Mucho chile!

Depois de uma impressão geral do que meus ouvidos captaram durante as minhas andanças pelo México, posso dizer que o país “es bien chingón”, que na escala do “hablar mexicano” é super legal, genial. E as outras variações para expressar animação no “idioma mexicano” são “que chido”, algo como bacana; “que padre”, algo como legal; “padrísimo”, que é super legal; e por fim, CHINGÓN!

Agora que você sabe disso tudo, já está pronto para fazer a primeira viagem ao México! Veja aqui o guia completo para a Cidade do México!

– Curtiu as dicas sobre a cultura mexicana e quer saber mais sobre minha experiência como uma “trotamundos”? É só me acompanhar pelo Instagram @carol_melop. Vamos manter contato!

¡SOMOS TROTAMUNDOS!

Ese contenido es un especial Somos Trotamundos, proyecto que Carolina Diniz desarrolla con Carol Melo para probar que es posible viajar a los cinco continentes hablando español. ¿Quieres ser un trotamundos? Conozca todas las ediciones que preparamos para ayudarte en tus planes de viaje:

Isla de Pascua

México: visitando Ciudad de México

Uruguay