A Cidade do México (CDMX) é a segunda cidade mais populosa das Américas, só perde para São Paulo. São 8,8 milhões de habitantes (2015) em uma área de 1,495 km². Uma curiosidade é que está cercada pelos vulcões Popocatépetl e Iztaccíhuatl.

 

Os nomes dos dois vulcões, de origem náhuatl, significam ‘el cerro que humea’ e ‘mujer blanca’, respectivamente. Isso porque na mitologia mexica, Iztaccíhuatl foi uma princesa apaixonada por Popocatépetl, um dos guerreiros do seu pai.

Iztaccíhuatl significa ‘mujer blanca’. Repare que o vulcão, já inativo, tem as pontas brancas de neve e lembra uma mulher deitada. Foto: Carol Melo

“El Popo” foi enviado a uma batalha em Oaxaca e assim que regressasse vitorioso, com a cabeça do inimigo em sua lança, se casaria com Iztaccíhuatl. Porém, por um erro, chegou-se ao povoado a mensagem de que o guerreiro tinha morrido em batalha. A princesa entrou em uma depressão profunda e acabou morrendo.

Depois de um tempo, Popocatépetl regressou vitorioso, mas recebeu a notícia sobre Iztaccíhuatl. O guerreiro, com o coração despedaçado, levou o corpo de sua amada a um monte e os deuses a converteram em um vulcão inativo. Depois, “el Popo” acendeu uma tocha e prometeu que nada apagaria o fogo que vela o corpo de Iztaccíhuatl. Por isso, os deuses lhe deram a eternidade, ao convertê-lo também em um vulcão.

Popocatépetl, ‘el cerro que humea’, é um dos vulcões mais ativos do México. Foto: Carol Melo

¿Qué conocer en CDMX?

Ao visitar CDMX, é possível ter contato com as três fases da sua história. Existem sítios arqueológicos e museus que contam a história antiga, quando a cidade era Tenochtitlán, capital do Império Asteca, erguida após a ascensão do povo mexica, que chegou à região em 1325 e se estabeleceu ao redor do lago Texcoco. A segunda fase, no início do século 16, marca o período colonial, quando a cidade tornou-se a capital do Vice-Reino da Nova Espanha. E a terceira é a história recente, após a independência do México, em 1821.

SUPER CONSEJO PARA TROTAMUNDOS CONECTADOS: 

Es posible hacer un recorrido virtual en los locales subrayados a lo largo de ese artículo. Aprovecha la cuarentena para aprender más y visitar CDMX vía internet. #quédateencasa

Templo Mayor

Um ponto turístico que sem dúvida se percebe claramente as três fases da história do México é o Templo Mayor. Esse era um dos maiores templos de Tenochtitlán, dedicado à  Huitzilopochtli, deus da guerra e à Tlaloc, deus da chuva e da agricultura.

Entrada: 80 pesos mex. (cerca de R$ 19,50)

No Templo Maior pode-se observar as três fases da história mexicana. Repare ao fundo a Catedral Metropolitana, do período colonial. Ao redor também há construções atuais. Foto: Carol Melo

El Zócalo – La Plaza de la Constitución

Nos arredores do Templo Mayor está a Praça da Constituição, que é a quarta maior praça do mundo e o centro da cultura mexicana, mais conhecido como “el Zócalo”. É o coração do Centro Histórico de CDMX, cercada pela Catedral Metropolitana da Cidade do México, pela sede do Poder Executivo Federal, pelo edifício do Governo do Distrito Federal e pela sede do Poder Executivo local.

"El Zócalo", maior praça da América Latina. (Foto: Dicas de Cancún)

Torre Latinoamericana

A Torre Latinoamericana foi o edifício mais alto de CDMX e teve o recorde do arranha-céu (rascacielo) mais alto do mundo fora dos EUA e o mais alto da América Latina. Também foi o primeiro arranha-céu a ser construído em uma zona sísmica. Sua fachada é de cristal e alumínio.

Entrada: Mirador + Museo La Ciudad y La Torre: 130 pesos mex. (cerca de R$ 32)

 Museo Bicentenario: 30 pesos mex. (cerca de R$ 7)

Torre Latinoamericana (à esquerda) por muitos anos foi a construção mais alta da América Latina. Foto: Carol Melo

Palacio de Bellas Artes

Praticamente em frente à Torre Latinoamericana, está localizado o Palacio de Bellas Artes, sede do Ballet Folklórico de México. O edifício é famoso por sua arquitetura em estilo Beaux Arts, com exterior em mármore branco de carrara. No interior, há obras de famosos muralistas como Diego Rivera, José Clemente Orozco, David Alfaro Siqueiros e Rufino Tamayo.

Destaca-se também a sala principal, com luxuosa janela de vidro feita pela casa Tiffany, de Nova York, com a representação dos vulcões Iztaccíhuatl e Popocatépetl. No local, também é possível visitar o Museo Nacional de Arquitectura.

Entrada: gratuita aos domingos. Nos outros dias, custa 70 pesos mex. (cerca de R$ 17).

Consejo: puedes agendar una visita guiada gratuita en el sitio o comprar un boleto para el concierto del Ballet Folklórico, que cuesta en torno de R$ 250. Es caro, pero está chingón.

“Palacio de Bellas Artes” é a representação máxima das artes mexicanas. Foto: Carol Melo
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Ballet Folklórico conta a história mexicana por meio da dança e de muita musicalidade. Foto: Carol Melo

Bosque de Chapultepec

Maior parque urbano da América Latina, com 686 hectares, o Bosque de Chapultepec é um ótimo lugar para curtir a vida da cidade. Tem uma “feria de artesanías”, “comidas callejeras”, muito espaço verde e é possível ver pássaros, esquilos, entre outros animais. Também ganhou esse nome por causa dos “chapulines”, grilos bem pequenos que habitam a região e são servidos torrados, com ou sem “chile”, como uma das iguarias da culinária local.

Consejo: no dejes de probar los chapulines y al caminar, mira los jardines con atención. Con suerte se puede ver un chapulín saltar en el bosque.

Chapulines
“Los chapulines” podem ser comprados em várias partes da cidade e você encontrará a iguaria no Bosque de Chapultepec. Fotos: Carol Melo

Na área do bosque, não deixe de visitar:

El Castillo de Chapultepec (Entrada: 80 pesos mex. / cerca de R$ 19,50)

No castelo viveram o imperador Maximiliano e a imperatriz Carlota do México. Atualmente, abriga o “Museo Nacional de Historia”.

Entrada do Castillo de Chapultepec. Foto: Carol Melo
No interior é possível ver obras de renomados muralistas mexicanos, vitrais, conhecer a história da revolução mexicana e visitar ambientes e jardins preservados, da época colonial. Foto: Carol Melo

El Museo Nacional de Antropologia (Entrada: 80 pesos mex. / cerca de R$ 19,50)

Possui importantes artefatos arqueológicos das culturas pré-colombianas do México, com destaque para a “Piedra del Sol”, também conhecida como o “Calendario Azteca” (estampada na moeda de 10 pesos mexicanos) e a estátua asteca de Xochipilli, do século 16.

“Calendario Azteca” é uma das obras de destaque do Museo Nacional de Antropología. Foto: Edgar Israel

Ritual de los Voladores de Papantla (Gratuito)

Incluída na lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a cerimônia ritual é uma dança associada à fertilidade, realizada por diversos grupos étnicos do México e América Central, com destaque para os totonacos, do estado de Veracruz (México). Ao executarem o ritual, os totonacos expressam seu respeito à natureza e ao universo espiritual.

Los Voladores de Papantla realizam ritual diário no Bosque de Chapultepec, em frente ao Museo Nacional de Arqueología. Foto: Carol Melo

La Casa Azul – Museo Frida Kahlo

Entrada: 250 pesos mex. (cerca de R$ 62)

No bairro de Coyoacán, está localizada La Casa Azul, onde nasceu a famosa pintora mexicana Frida Kahlo. O Museo Frida Kahlo conserva a casa em que a artista viveu desde o nascimento e expõe suas principais obras. Também há uma área especial, onde estão expostos roupas e objetos pessoais de Frida e Diego Rivera.

Frida Kahlo foi casada com o muralista Diego Rivera e os dois viveram na famosa Casa Azul. Foto: Carol Melo
“La Casa Azul” é toda cercada por jardins e muitas cores. Foto: Carol Melo

Mercado Artesanal Mexicano

Tem uma variedade de cores e produtos de artesanato mexicanos, como os famosos “alebrijes”, criaturas mágicas esculpidas em madeira e pintadas à mão. Outras que se destacam são as “Catrinas”, famosas caveiras mexicanas e a “Lotería”, um jogo da memória bem tradicional no país. La Ciudadela é o melhor lugar para comprar presentes ou mesmo visitar para conhecer o minucioso trabalho dos artesãos.

Quer jogar “Lotería”? Depois confira esse doodle criado pelo Google para homenagear o jogo!

O mercado está em Coyoacán, então vale a pena conhecê-lo depois de visitar o Museo Frida Kahlo. Foto: Carol Melo
Alebrijes são um dos produtos mais interessantes do local. Pergunte ao artesão qual mescla de animais usou nas peças que te chamarem a atenção! Foto: Carol Melo

Lucha Libre en la Arena México

A experiência de ver lutadores e lutadoras mascarados (ou não), na Arena México é bem interessante. As roupas coloridas, máscaras e o ambiente da arena nos transportam para uma cena de filme. Sem contar que na arquibancada ficam várias torcidas organizadas, então o momento se torna bem divertido. É um ambiente frequentado por famílias, nada perigoso ou violento, como muitos imaginam. E “la lucha libre” faz parte da cultura mexicana.

Lutador mascarado comemora a vitória na Arena México. Foto: Carol Melo

Xochimilco

Considerada a Veneza Mexicana, em Xochimilco é possível ter ideia de como era a primeira versão da Cidade do México, construída em cima de rios. Uma verdadeira viagem no tempo! Até os dias atuais, a população conserva a extensa rede de canais no rio Xochimilco e o meio de transporte original, as “trajineras”. Xochimilco, em náhuatl, significa “cultivo de flores” ou “milpa de flores”. Por isso mesmo, as “trajineras” são todas enfeitadas com muitas cores e flores.

Em Xochimilco, se conservam os canais e a tradição da “trajineira”, meio de transporte criado na época pré-colombiana. Foto: Carol Melo

Um dos destaques desta comunidade é atividade de Chinampería, declarada Patrimônio Mundial da UNESCO. Essa atividade consiste em cultivar hortaliças e flores por meio de canteiros flutuantes, construídos de madeira trançada e é realizada desde o século 12.

As chinampas são muito tradicionais em Xochimilco. Foto: The Mazatlán Post

Outra curiosidade local é a pavorosa Isla de las Muñecas, com bonecas de arrepiar a espinha, penduradas em meio às chinampas.

Na ilha existem mais de 2 mil bonecas assustadoras. Foto: De Peso

Teotihuacán

Localizada a 48 km da Cidade do México, conhecer a cidade mesoamericana de Teotihuacán é sem dúvida um passeio imperdível. Estima-se que ela tenha sido criada a partir do século 100 a.C. e o que mais impressiona é o conceito de engenharia muito desenvolvido para a época e a construção de duas das maiores pirâmides do mundo: la Pirámide del Sol y La Pirámide de La Luna, en la Avenida de los Muertos.

Cidade de Teotihuacán, com vista da “Avenida de los Muertos” e de “la Pirámide del Sol” (à esquerda). Foto: Carol Melo

O local abrange uma área total de 83 Km² e foi designado como Patrimônio Mundial pela UNESCO. As ruínas da cidade são o sítio arqueológico mais visitado do México.

“La Pirámide del Sol” é a segunda maior pirâmide do México e a terceira maior do mundo, com 225m de lado e 65m de altura. Foto: Carol Melo
“La Pirámide de La Luna” possui 45m de altura e está localizada na parte mais antiga da cidade de Teotihuacán (estima-se que tenha sido construída por volta do ano 200 a.C). Foto: Carol Melo

Medios de transporte en CDMX

“El metro” é um meio de transporte que atende praticamente todas as regiões da Cidade do México e existem linhas nos principais pontos turísticos. Para sair da cidade, por exemplo, e conhecer a região metropolitana, como Teotihuacán, prefira agendar transfers ou ir de ônibus intermunicipais. Também é tranquilo se locomover pela cidade em Uber e táxis, mas atenção aos trajetos, porque os motoristas costumam dar voltas para cobrar mais dos turistas!

 

¿Qué comer en CDMX?

Nesta publicação sobre o Hablar Mexicano (inserir link) falamos que a comida está intimamente ligada à cultura mexicana, principalmente aquelas feitas à base de “maiz” e com ingredientes como “el chile”. Aproveite o jeitinho bem mexicano de falar para se jogar nas “comidas callejeras”!

 

Consejo extra del hablar mexicano: o abacate não é “palta” como em grande parte da América Latina e sim “aguacate”. O mesmo acontece com amendoim, que em vez de “mani”, vira “cacahuate”. E tomate vermelho é “jitomate”.

 

Debes de probar:

– Tacos: al pastor, canasta, chorizo, cachete

– Quesadillas (están ricas las hechas con maíz negro y flor de calabaza)

– Mole: platillo hecho de chocolate, canela, pollo, chile, cebolla, ajo, cilantro

– Molcajeteada (arrachera, que es una carne, queso blanco, cebollitas, nopales, pollo, aguacate)

– Elotes y esquites con chile

– Tortas de pierna milanesa, rusa, queso

– Aguas: los jugos suelen ser llamados de aguas en México. El agua de jamaica es muy rica.

– Frutas con chile en palito, principalmente la jicama

– Helados de frutas y nieves

– Dulces de cajeta (dulce de leche de cabra con nuez), principalmente “Las Glorias”

– Obleas

Molcajeteada, salsas de chile y agua de jamaica. Foto: Carol Melo

¿Dónde quedarse?

Buscar hospedagens mais próximas do Centro Histórico para fazer a maioria dos passeios à pé. Essa área também é mais turística e segura.

Consejo: me quedé en la Casa Pepe y está muy padre. Buen precio, habitaciones nuevas y hay un rico desayuno mexicano.

– Curtiu as dicas sobre a Cidade do México e quer saber mais sobre minha experiência como uma “trotamundos”? É só me acompanhar pelo Instagram @carol_melop. Vamos manter contato!

 

 

¡SOMOS TROTAMUNDOS!

Ese contenido es un especial Somos Trotamundos, proyecto que Carolina Diniz desarrolla con Carol Melo para demonstrar que es posible viajar a los cinco continentes hablando español. ¿Quieres ser un trotamundos? Conoce todas las ediciones que preparamos para ayudarte con tus planes de viaje:

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